Belterra, a cidade americana no coração da Amazônia

Em Abril de 1934, a Companhia Ford Industrial do Brasil inaugura seu grande projeto na Amazônia.
Bela Terra, era como chamavam os americanos  e com supressão da letra “a” ficou conhecida como Belterra.
A construção da pequena cidade foi feita no meio das plantações de seringueiras. O pequeno vilarejo americano ficou conhecido pela modernidade que havia no meio da floresta e que não era vista em outros centros mais desenvolvidos do país. Belterra tinha o hospital mais bem equipado da América Latina, com aparelhos cirúrgicos caros para a época. As construções eram feitas com madeiras de lei e com materiais trazidos dos Estados Unidos.
A vida em Belterra se resumia em seringais e colheita do látex. Tudo girava em torno da borracha.
Em 1943, a Companhia havia decidido sobre a desistência do projeto, que almejava ter 18.000 trabalhadores, mas chegou ao máximo de 5.000. A baixa produção na região, o comércio de borracha sintética na Malásia e, principalmente, o falecimento de seu único filho Edsel Ford, e que gerenciava  a empresa, contribuiram para a decisão de negociar as terras com o governo brasileiro. Dois anos depois, através do Banco de Crédito de Borracha da Amazônia (atual BASA), as áreas dos projetos Ford foram negociadas, segundo consta, por um valor simbólico.
Em 1995, Belterra foi emancipada e elevada a categoria de cidade através da Lei Nº. 5.928, em 28/12/1995.
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